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BRASIL, Sul, SANTANA DO LIVRAMENTO, Mulher, de 26 a 35 anos
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Educação sexual em sala de aula

 

 

Orientação Sexual

 
A barriga que virou aula
A gravidez de uma professora da 2a série criou a oportunidade para falar de sexo na escola, um assunto que deixou de ser tabu e é bem recebido até pelos pais

Raquel Ribeiro

Luís Crispino

u estava muito pequeno na barriga da minha mãe e era muito folgado. O útero era grande e eu pensava: se ficar tudo assim para sempre, vou gostar muito." É deste jeito que começa a história de vida do garoto Eriksen Silva, que com oito anos revela uma ótima "memória intra-uterina". Vamos adiante. "Nove meses depois: deve estar quase na hora de sair daqui. Tomara que lá fora seja bom, muito bom.
" Agora a narrativa atinge seu ponto mais emocionante, a hora do parto: "Larga minha cabeça, está me machucando, socorro!! Ai, que alívio, saí. Ei, mamãe, ei, papai. É aqui que eu vou viver agora, não é?" Este texto bem-humorado faz parte do livro Eu nasci assim..., um trabalho que, poderíamos dizer, foi "empurrado com a barriga".
Ronaldo Guimarães
Enquanto colore o desenho, a criança elabora suas dúvidas e o que aprendeu














Jogo do empurra-empurra
Tudo começou quando a professora Andréa Costa Barbosa, que leciona Português na Escola Municipal Oswaldo França Júnior, de Belo Horizonte, anunciou sua gravidez para a 2a série. Imediatamente, ela se viu cercada de perguntas da turma: "Como o bebê foi parar dentro da barriga?", quis saber um aluno; "Como ele fica lá dentro?", perguntou outro, emendado por uma aluna curiosa: "E como vai sair?"

Orientação Sexual deve fazer parte do trabalho desenvolvido pela escola, principalmente da 5a à 8a série, que correspondem ao início da adolescência (leia o quadro Entre Pais e Mestres na pág. 27). Acontece que muitos professores empurram a responsabilidade para os pais, que a devolvem para a escola. Daí para uma gravidez indesejada dentro de poucos anos, pode ser um pulo. Ou melhor, uma queda. "A criança informada também estará mais preparada para se defender de qualquer abuso sexual. Por isso não é precipitado falar de sexo com crianças ou pré-adolescentes", afirma a psicóloga Rosângela Rico.
Para evitar o jogo do empurra-empurra, Andréa procurou a professora de Ciências, Selma dos Santos Queiroz, e juntas decidiram trabalhar com as duas turmas de 2a série os temas da concepção, gravidez e parto. "Para equilibrar, deixamos primeiro os alunos compartilharem o que sabiam", explica a professora de Português.
Selma, que deveria dar aulas sobre reprodução de plantas e animais, adaptou o curso ao interesse nascido da colega grávida. Antes de falar das diferenças do corpo do menino e da menina, de menstruação, de como acontece uma relação sexual e do uso de camisinha, a professora de Ciências quis saber como a classe chamava os órgãos sexuais. No começo, ouviu risadas dos garotos e algumas piadas quando estes falaram palavras como "pinto" ou "xoxota" e mais alguns apelidos usados entre eles ou em suas casas. Selma explicou que nas aulas todos usariam os nomes científicos dos órgãos, pênis e vagina, que queriam dizer a mesma coisa, mas eram mais apropriados, por serem os termos usados pelos médicos e nos livros. Em pouco tempo a turma passou a falar de útero, vagina, espermatozóide e óvulo sem vergonha nem risadinhas.

Cada um tem sua história
"A gravidez de uma professora pode ser uma excelente porta de entrada para o assunto ganhar a sala de aula", confirma a psicanalista Francisca Vergueiro, do GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual). Relacionar o nascimento do bebê à história familiar de cada aluno foi a chave para as professoras falarem de sexo como sendo uma forma saudável de prazer e graças a ele é que todos estavam ali.

A psicóloga Rosângela Rico, que acompanha o trabalho de Orientação Sexual em várias escolas, lembra que a maneira como a criança encara este assunto dependerá das manifestações de carinho que ela vê entre os adultos de seu meio e da naturalidade (ou não) da professora. "Mesmo quando não se conversa sobre o assunto em casa, a criança a partir dos três anos tem muitas dúvidas. É importante perceber exatamente o que ela quer saber, para não partir para explicações complexas quando a dúvida for simples", recomenda Rosângela. Foi assim que a dupla de professoras trabalhou, deixando as crianças falarem bastante e lançando mão de livros, vídeos e de uma família que deu muito o que falar.
O parto da boneca Gertrudes antecipou o que aconteceria com o bebê da professora
Desenho de aluno, criado a partir da brincadeira

Falando de sexo na sala de aula
O tema não é fácil, reconhece a psicanalista Francisca Vergueiro, do GTPOS. A seguir, ela dá algumas dicas de procedimento.

A idade certa para se falar de sexo é quando a criança pergunta. E a resposta não deve ir além do que foi questionado. Deixe-a estabelecer o ritmo.

Evite metáforas: se você fala que o papai colocou uma sementinha na barriga da mamãe, é provável que a criança imagine um jardim. Assim funciona o pensamento concreto.

Papai, Mamãe e Eu (Editora FTD), de Marta Suplicy, editado na forma de perguntas e respostas para a faixa de dois a seis anos, auxilia o professor ao trazer a forma de abordagem das principais dúvidas.

Crescendo de Bem com a Vida é uma série de livros e vídeos produzida pelo Ministério da Saúde para tratar o tema em sala de aula. Peça o seu kit pelo Disque Saúde: 0800-61-1997.

O GTPOS oferece cursos e envia material didático pelo correio. Informações pelo telefone (011) 822-8249.


Gertrudes e a Família Colchete
Colchetes nos órgãos genitais: brincando, eles aprendem como nasce uma criança
O filme Olá, Eu Estou Aqui, produzido pelas Edições Paulinas, conta como o bebê, dentro da barriga, reage ao mundo que o cerca. Depois de mostrar o filme para a classe, Andréa e Selma distribuíram um capítulo do livro A Palavra é Sua (Editora Dimensão). Trata-se de uma história-muda, feita apenas de imagens, que seguia a mesma linha do filme. Depois da classe conversar sobre como seria a vida intra-uterina e imaginar o que o pequenino nenê sofria quando, por exemplo, a mãe entrava em um ônibus lotado, chegou a vez do livro Convivendo com Seu Sexo, de Hália P. Souza, também das Edições Paulinas. Tratando o tema de forma mais científica, com detalhes sobre os órgãos sexuais internos e externos, as páginas do livro foram ampliadas, com o auxílio de um retroprojetor, para que pudessem ser compartilhadas por toda a classe.

Até aqui, parecia uma aula como outra qualquer. Foi quando entrou em cena a Família Colchete, formada por bonecos que representam a criança, os pais e os avós. O detalhe é que todos têm orgãos genitais e Mamãe Colchete está grávida. Manipulando a família, que faz parte de um kit de Orientação Sexual da Prefeitura de Belo Horizonte, os alunos descobrem como as pessoas "se encaixam" na vida real: colchetes prendem o cordão umbilical do bebê ao corpo da mãe, os lábios do avô aos lábios da avó, o pênis do pai à vagina da mãe.
É brincadeira de boneca, mas também é aula. Até os meninos da 2ª série brincaram com a Família Colchete
Os colchetes explicam como acontece a relação
sexual e a amamentação

Enquanto uma parte da turma brincava com a Família Colchete, outro grupo acompanhava o parto de Gertrudes, uma boneca de tamanho natural "grávida", também cedida pela prefeitura. O papel de Gertrudes era permitir que as crianças simulassem o parto natural e a cesariana. Assim, a classe pôde antecipar na boneca-modelo o que aconteceria com a professora Andréa meses mais tarde.

Investigando a própria história
Depois que todos estavam devidamente esclarecidos sobre como a vida se formou dentro do corpo da professora, Selma propôs que eles perguntassem aos pais como haviam nascido. Foi desta atividade que surgiu o livro Eu Nasci Assim..., feito pelos próprios alunos a partir das entrevistas com os pais. Dividindo espaço com textos imaginativos como o do garoto Eriksen, que deu início a esta reportagem, outros perseguiram a objetividade. Foi o que fez Idiália Barbosa, de 8 anos, que "começou a existir quando sua mãe teve uma relação sexual com seu pai". "Meus pais se apaixonaram e deitaram na cama juntos, namoraram e fizeram as coisas que estamos aprendendo", escreveu Nayara Costa. Já o garoto Fernando escreveu que nasceu "porque Deus quis". Esse relato chamou a atenção das professoras, pois parecia remeter à velha história da cegonha. Será que ele não havia entendido nada? Na dúvida, procuraram a mãe do aluno, que contou ter engravidado mesmo com a laqueadura das trompas. Por isso repetia que Fernando era um presente de Deus.
A amamentação da boneca Cochete(direita) precedeu a visita da filha da professora
A iniciativa das professoras despertou os pais dos alunos para a importância de falarem sobre Orientação Sexual. "Na escola, eles trabalharam de forma leve, espontânea e nem um pouco agressiva. Fiquei mais à vontade para tirar as dúvidas de minha filha", conta Isabel Soares Guerra, mãe da menina Luiza, confirmando algumas pesquisas que indicam ser a Orientação Sexual nas escolas bem recebida pelos pais dos alunos.





Reação de irmão mais velho
"Nós ficamos preocupadas com a dimensão que a coisa foi tomando entre os alunos porque não consultamos os pais", admite Andréa, revelando que às vezes um tema se impõe em sala de aula por força dos alunos. "Felizmente, não recebemos nenhuma reclamação. Ao contrário, alguns pais até telefonaram para agradecer pelo que fizemos", revelou a "causadora" de todo o rebuliço, visivelmente aliviada com a boa recepção dos pais. "A reação dos alunos diante da minha gravidez foi de irmão mais velho. Eles ficaram inseguros e com ciúme. Queriam saber quando eu ia deixá-los. Muitos não tinham noção do tempo que leva uma gravidez, nem entendiam como eu podia estar grávida sem ter uma barriga saliente. Não passou pela minha cabeça que eles tivessem tantas dúvidas", avaliou Andréa, que fez questão de levar sua filha Heloísa para que todos conhecessem a inquilina da barriga que virou aula.

Entre pais e mestres
Falar de um assunto delicado e com diferentes pontos de vista exige que a escola converse com os pais antes das aulas. "Perceber as expectativas e as dificuldades que eles têm em casa é uma forma de buscar uma participação maior dos pais", aconselha Rosângela Rico.

Contra a argumentação de que o tema pode ser precocemente estimulado, ela lembra que, mesmo quando não verbalizado, o interesse não deixa de existir. Aulas de Orientação Sexual também podem prevenir ou revelar o abuso sexual. "Havia uma criança que fazia desenhos com cenas violentas e com a presença de adultos e crianças. A professora chamou a mãe e surgiram evidências de que a criança vinha sofrendo abuso sexual", lembra a psicóloga.



 Escrito por Juliane às 20h39
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Estados da água



 Escrito por Juliane às 07h14
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Sílabas

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Categoria: Português
 Escrito por Juliane às 07h13
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Incentivo na Tabuada

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Categoria: Matemática
 Escrito por Juliane às 11h12
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Trabalhar o "x"

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Categoria: Português
 Escrito por Juliane às 12h11
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Enigma

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Categoria: Passatempos
 Escrito por Juliane às 22h28
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